Artigos
Comentários

Um Litro de Lágrimas -

No ano de 1962 nascia no Japão a garota Aya Kito. Ela tinha uma vida comum, até que na adolescência descobre que possui uma doença incurável. A Degeneração Espinocerebelar é uma doença que faz a pessoa “quebrar” aos poucos, atrofiando o cérebro e tirando a capacidade de se equilibrar, de andar e, depois de um tempo, até de falar. A doença não possui cura, mas é possível fazer um tratamento para retardar os sintomas da doença.
A mãe de Aya sugere que ela escreva um diário para o médico saber como estava o cotidiano dela e ver o quanto a doença afetava a vida da garota. Mas Aya foi além: começou a colocar seus pensamentos, o que a consternava e o que pensava e sonhava para o futuro. Haveria um futuro para ela?
O diário de Aya foi publicado no Japão originalmente para a comunidade que possui problemas físicos, mas a história dramática da garota transformou o livro em algo atrativo para todos. O livro foi publicado em 1986, e Aya tinha apenas 23 anos de idade, mas já não conseguia escrever e falava com a ajuda de uma pequena tabuleta que continha todas as letras do alfabeto japonês.
Em 2006 foi lançada no Japão uma versão televisionada com atores reais baseada no diário da garota, que voltou a colocar o livro na lista dos mais vendidos (com a impressionante marca de mais de 1,8 milhão de cópias vendidas). Já no ano anterior à novela japonesa, a editora Gentosha publicou o mangá de 1 Litro de Lágrimas em volume único, escrito e desenhado por Kita. O mangá segue o livro original de 1986 e conta a história da Aya Kito e toda sua jornada para se adaptar à doença.

E é com muito prazer que a NewPOP Editora anuncia a vinda de 1 Litro de Lágrimas ao Brasil em português, para que cada vez mais pessoas conheçam a comovente história de Aya. Emocione-se com as duras provas que a garota precisa para se manter viva, sua relação com os amigos, sua paixão platônica não correspondida e uma verdadeira lição de vida. Afinal, para se dizer algo difícil com um sorriso no rosto, é necessário mais ou menos um litro de lágrimas derramadas.

“O fato de eu estar viva é uma coisa tão encantadora e maravilhosa que me faz querer viver mais e mais.” (últimas palavras de Aya em seu diário).

1 Litro de Lágrimas
Ichi Rittoru no Namida
R$14,00
Volume Único - 176 páginas - 12,7 x 18,9 cm – papel offset – capa cartonada
NewPOP Editora
Autora: KITA
ISBN: 978-85-60647-29-3

NewPOP 1Litro - NewPOP 1Litro

Manual do escritor ^_____^

Com o novo impulso do mercado nacional para títulos feitos por aqui (algumas editoras começam a repensar nessa possibilidade) achei interessante postar um material para auxiliar os jovens candidatos a roteiristas.
Li um artigo que saiu na folha de São Paulo em 16 de Agosto de 2009 falando sobre oficinas literárias e, me chamou a atenção o tópico “O que fazer com um texto” onde três professores de oficinas literárias (Luiz Antonio de Assis Brasil, Marcelino Freire e Luís Augusto Fischer) destacam regras básicas de leitura e escrita. É um material muito bom, pois as dicas servem para escritores que desejam iniciar seus trabalhos. Com base em algumas dicas destes três profissionais, fiz uma pequena lista de ações para auxiliar roteiristas experimentais.
Uma coisa que o roteirista tem de entender é que um bom escritor, antes de tudo tem de ser um bom leitor. Se você não sabe lidar com um texto, como leitor, terá dificuldades de criar qualquer coisa nesse sentido.

Aqui vão algumas dicas sobre como ler uma obra.
1. Livros badalados não são necessariamente livros excepcionais. Um livro é bom quando se passam alguns anos e ele ainda “respira bem”
2. Clássicos são bem construídos - se não consegue lê-los, a culpa não é deles. Cada obra pertence a sua época. Veja onde se encontra a dificuldade; muitas vezes um dicionário ajuda com palavras desconhecidas e sim, ele é feito para ser usado! Pode ser que a leitura exija alguns conhecimentos extras (um texto mais científico, por exemplo), então, se deseja ler o texto mesmo, busque material de apoio.
3. Alguns textos devem ser lidos mais de uma vez para serem compreendidos. Em alguns casos é bom o leitor deixar passar um tempo e pegar a obra depois para ser lida numa nova tentativa.
4. Um texto literário é uma obra artística em potencial e tem o direito de ser como é. Isso significa que a leitura deve ser respeitosa e o leitor deve estar disposto a receber as informações como o autor as concebeu. Se um texto mexe com o leitor, é um bom sinal; um livro é feito para ser sentido, não entendido.
5. Impressões sobre textos são coisas muito particulares. Cada pessoa terá uma opinião diferente; é como filme – só vendo para tirar suas próprias conclusões.
6. Só porque você não gosta de um texto, não significa que ele é ruim; só significa que não é do seu gosto. Lembre-se disso na hora de avaliar esse material. Para um texto ser considerado falho, ele deve possuir erros técnicos.

Algumas dicas para escrever:
1. Ler muito ajuda a escrever bem; faz com que você desenvolva um sentido para a linguagem narrativa, observando o trabalho de outros autores.
2. Se a frase está estranha, reconstrua de outra maneira. É preferível uma linguagem mais simples e direta do que muito rebuscada e errada.
3. Ler em voz alta o que escreve e estar atento ao tempo das falas. É muito comum certas frases tornarem-se monólogos, sem querer. Ouvir a própria voz nos dá uma boa noção de como o texto flui.
4. Desconfie do texto que sua mãe gostou, isso inclui amigos entusiastas!
5. Lembre-se que não está escrevendo para você, mas para os outros. Tem de se fazer compreender pelo leitor. Sim, você tem até o direito de radicalizar, mas o leitor tem o mesmo direito de abandonar seu trabalho.
6. Tratar o leitor com respeito é bom, assim como saber para quem se escreve. Você nunca agradará a gregos e troianos. Terá um público que se identificará com seu trabalho.
7. Deve contar com o que o leitor sabe, ou não. Se escrever algo complexo ou que exige conhecimento extra do leitor, o mínimo que deve fazer é não deixá-lo boiando no assunto. Algumas notas ajudam bastante.
8. Escreva sobre o que você conhece bem, mesmo que seja sobre um planeta alienígena. O autor tem o compromisso de ser real com o leitor, ainda que sua história seja uma ficção. Se você escreve uma ficção, pretende que o leitor acredite nela; deve dar todas as informações e assumir o compromisso de contar tudo que interessa para que a história aconteça.
9. Escreva num lugar tranqüilo. Ouvir música é bom, mas cuidado para não perder o ritmo do que está fazendo e entrar só no ritmo da música. Para ler seu texto, silêncio sempre! Só sua voz deve ser ouvida.
10. Quando construir falas para um roteiro de quadrinhos, pense em nível de espaço físico; lembre-se que sua fala tem de caber dentro de balões, por isso procure dividir as falas e sintetizar o conteúdo de forma adequada.

Estas são apenas algumas dicas para leitura e produção. É importante que o jovem roteirista também tenha em mente que seu trabalho deve ser apresentado, de preferência, na íntegra para um editor. Idéias são boas, mas no papel ficam bem melhores. Editores só costumam comprar idéias quando confiam no taco do profissional ou ele já tem um currículo de trabalhos, mas se você é, ainda, um ilustre desconhecido, procure ser prático e apresente seu trabalho de forma simples e consistente.
Procure encontrar um desenhista bom para trabalhar com você; se puder apresentar o character designer e algumas páginas prontas, isso te dará uma vantagem enorme. Tome cuidado com a escolha de desenhistas, deve ser uma escolha consciente: se escolher um desenhista que faz um trabalho amador, mesmo que seu roteiro seja ótimo, fará com que todo o seu trabalho seja amador. A avaliação visual da obra é um ponto muito forte. Pense sempre: desenhar bem é desenhar a nível internacional, afinal será com o material estrangeiro que sofrerá comparações.
Para mais informações e tirar dúvidas, estaremos aqui para auxiliar. ^_____^

Studio Seasons na FestComix

Estivemos no sábado, dia 17, na FestComix. Este ano havia um público bem eclético, mesmo com a chuvinha chata. Havia mais estandes e os funcionários sempre ajudavam no que podiam. O espaço para material nacional estava garantido além do tradicional estande do Quarto Mundo. Destaque para a esposição de imagens de Hansel&Gretel encontrado no estande de vendas da editora NewPop. As palestras estavam variadas e bastante interessantes visando os desenhistas e projetos das editoras. Esperamos que a FestComix sempre mantenha este espaço salutar de produção em seu evento.

Negócios fechados e outros em andamento! ^____^

Novos lançamentos da NewPop Editora

El Alamein e Outras Batalhas!

Yukinobu Hoshino – um dos mais importantes autores do cenário dos quadrinhos adultos japoneses – resgata a dor e o drama dessa e de outras batalhas da Segunda Grande Guerra em El Alamein, o primeiro trabalho do autor publicado no Brasil. Em cenas de ação e combate intensas, acompanhamos os dois lados do front. Em El Alamein, enquanto um universo de promessas e ilusões está ruindo em batalha, dois oficiais nazistas fazem uma descoberta arqueológica revolucionária _– mas será que eles irão sobreviver para contar a história?

El Alamein e Outras Batalhas!
Volume Único - R$ 14,90
NewPOP Editora
Yukinobu Hoshino
ISBN: 978-85-60647-28-6
244 páginas em p/b - 15,2 x 22,6 cm – papel offset – capa cartonada

Os Caça-Fantasmas

Depois de dois longa-metragens de sucesso, além de brinquedos, animações e até um elogiadíssimo jogo recente para PlayStation 3 e outros consoles, os caçadores de fantasmas estão longe de serem esquecidos… tanto que ganharam um mangá!

OS CAÇA-FANTASMAS é o mais novo quadrinho da NewPOP Editora e em volume único. Com diversos autores e desenhistas diferentes, Os Caça-Fantasmas retornam com tudo com histórias cheias de ação e com muito bom humor.

Os Caça-Fantasmas
Volume Único – R$ 14,00
NewPOP Editora
Vários Autores
ISBN: 978-85-60647-27-9
180 páginas em p/b - 15,2 x 22,6 cm – papel offset – capa cartonada

Fonte: Press release

NewPOP lancamentos - NewPOP lancamentos

Depois de Zucker…

Já terminei a próxima série que virá depois de Zucker. Por enquanto ainda não falaremos sobre ela, só posso adiantar que é estilo shonen e será feita por Sylvia Feer. Tenho mais roteiros para escrever ainda, alguns para a revista outros para projetos paralelos.

Aqui do meu cantinho! ^____^

Entrevista do Studio Seasons

Já pode ser lida a entrevista que demos para o blog Shoujo Café.
Agradecimentos a Valéria Fernandes pelo espaço.

Entrevista parte 1

Entrevista parte 2

Zucker na Folhateen

Saiu na Folhateen de 24/08/2009, última segunda-feira, uma nota sobre a série Zucker.

Zucker nas bancas!

Já está nas bancas a edição 43 da Neo Tokyo contendo o capítulo de estréia de Zucker.

Zucker também já tem um site: http://www.studio.seasons.nom.br/zucker

dora zucker - dora zucker

Zucker na revista Neo Tokyo

O Studio Seasons informa que sua nova série “Zucker” estreará na revista Neo Tokyo 43. É uma história em estilo shoujo composta de onze capítulos, que se passa no sul do Brasil e conta como a jovem Dora Zuckermann herda a confeitaria de sua avó, Greta, juntamente com alguns de seus segredos.
Os capítulos da série são em três páginas e foram preparados exclusivamente para a revista Neo Tokyo, utilizando o mesmo conceito de mangás feitos sob encomenda da NewType japonesa. O roteiro é de Montserrat e a arte de Simone Beatriz.

chamada NeoTokyo - chamada NeoTokyo

Diagramando quadrinhos

Quem faz a diagramação afinal? O roteirista ou o desenhista? Um assunto que deixa muita gente de cabelo em pé, pois, se para uns, receber o roteiro junto com o modelo das páginas pré-diagramadas (rafe) é “desenhar com Deus”, para outros é um verdadeiro pesadelo; poda totalmente sua visão da obra.
O fato é que temos duas situações: em alguns casos, certos desenhistas tem dificuldade de diagramar, ou, não muita experiência na tarefa, por isso cai muito bem um roteirista que já prepare o rafe para ele ( principalmente se este for bom em fazer isso!)
Contudo, para outros desenhistas isso é um problema que pode cortar sua criatividade e dificultar sua visão da obra. Dar liberdade ao desenhista é importante, principalmente se ele tem experiência na criação de rafe… e mesmo quando não tem! O certo é um trabalho conjunto de ambos, não uma disputa de cabo-de-guerra!
É importante que o roteirista conheça a arte do desenhista para explorar bem suas possibilidades, do mesmo modo que é muito proveitoso para o desenhista ler e conhecer o estilo do roteirista a fim de poder construir com precisão o universo que comporão juntos!
Aqui no Studio Seasons, trabalhamos com uma fórmula simples de atuação em conjunto.
Como roteirista, não preparo rafe’s, pois sei que todas as desenhistas são plenamente capazes de diagramar suas páginas sem uma pré-definição minha. Para que isso funcione bem, no ato da preparação de um roteiro eu já direciono a história com vistas num artista em questão e, conhecendo suas capacidades, posso montar os diálogos e as cenas com todos os recursos que ele pode fazer.
Existe também um período de apresentação da história, onde nos reunimos para ler o texto e discutir cenas que, por ventura, não tenham ficado bem definidas ou necessitam de algum aprimoramento. Trocamos idéias e tiramos dúvidas.
Tendo passado por essa etapa, o roteiro passa para as mãos da desenhista e aí fica a cardo dela toda a arte, que é observada durante o processo de confecção.
Acho a intervenção um processo que deve ser discutido antes, no roteiro, e durante os rascunhos do rafe, nunca depois de pronta a arte, a não ser que algo deva ser mudado por força da situação.
Desse modo ocorre uma boa interação entre ambas as partes e não há perda de criatividade nem desgaste, desnecessários.

Aqui do meu cantinho!

« Página Anterior - Próxima Página »